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Meus agradecimentos as dançarinas e ao dançarino: Marina Mattiello, Anna Paula Santos Cunha, Lina Marcela Tobón, Flaviane Lopes e Adolfo Henriquez Saa pela preciosa contribuição!

1G0

      A poética de 1G0 decorre da reflexão das nossas relações com os meios digitais. A experiência contemporânea é permeada por fluxos de dados, nossa percepção cada vez mais é afetada pela hipertextualidade e “hipersensorialidade” possibilitadas pelos dispositivos digitais. Através dessas bravias correntes de dados expressamos, comunicamos, estabelecemos conexões, redes... E em meio a esse mar de zeros e uns nossos corpos desenvolvem-se em gestos as vezes complacentes, outras vezes lutantes, gestos que resistem, gestos entre gestos.

           

Digital Data Flow.png

         A proposta da obra consiste em explorar as relações gestuais da dançarina em meio ao um fluxo de dados digitais representados pelos sons. Para isso são empregados majoritariamente amostras sonoras relacionadas com a estética glitch, a qual aborda a possibilidade do erro digital como material expressivo. Drones, que são sons sustentados, repetidos, com modulações bem lentas também são empregados em referência à ideia de fluxo e corrente de dados.

Vídeos de experiências interativas propostas para a obra:

Interações para 1G0

Interações para 1G0

Interações para 1G0
Marina-seções 1 e 2

Marina-seções 1 e 2

02:32
Marina-seções 3 e final

Marina-seções 3 e final

03:11
Anna- seções 1,2,3 e final

Anna- seções 1,2,3 e final

04:53
Estilhace!

     Essa obra foi inspirada nos trabalhos de Grada Kilomba(Plantation Memories: Episodes of Everyday Racism), Djamila Ribeiro(O que é lugar de fala?) e Conceição Evaristo (Poema: Vozes-mulheres). Uma máscara composta por um pedaço de metal era colocada no interior da boca do sujeito negro entre a língua e a mandíbula e fixado por detrás da cabeça por duas cordas, uma em torno do queixo e a outra em torno do nariz e da testa. Desse modo foi imposto um senso de mudez e de medo aos africanos escravizados, além de impedir que eles se alimentassem de cana-de-açúcar e cacau durante o trabalho. Esse tipo de máscara foi representada por Jacques Arago em 1817-18, em um retrato de Anastácia, uma africana escravizada que foi condenada a usar essa máscara até o fim de sua vida. A máscara é um símbolo do silenciamento e brutalidade da escravidão e seu legado no racismo que ainda persiste. E Anastácia permanece como símbolo de resistência histórica do povo negro. A poética da obra versa sobre o silêncio e gestos que possibilitam a fala através dos orifícios das máscaras sociais e dispositivos de silenciamento, bem como a potência desses gestos-fala que estilhaçam as máscaras.

     

      Empregamos o berimbau e amostras de áudio extraídos de entrevistas das artistas Grada kilomba e Conceição Evaristo, assim como do poema: Vozes-mulheres. Os gestos da dançarina atuam no processamento do áudio do berimbau captado por um microfone e também atuam no processamento do áudio das amostras sonoras.

Vídeos de experiências interativas propostas para a obra:

Interações para Estilhace!

Interações para Estilhace!

Interações para Estilhace!
Anna1estilhace

Anna1estilhace

01:39
Anna1-torno

Anna1-torno

02:25
Anna-seção 3- Estilhace!

Anna-seção 3- Estilhace!

02:02
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© 2018 Leandro Souza

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